AQUAMAN
UMA HOMENAGEM AO TODO!
Samoano+Malaio+Ruiva = Sucesso
Quando o filme do Aquaman foi anunciado a quatro anos atrás,
ainda era uma incógnita muito grande apostar em um filme solo de um super-herói
não tão popular como Batman e Superman.
Quando Jason Momoa foi escolhido para viver Arthur Curry na
história, as incertezas só aumentaram. O ator, ainda desconhecido por grande
parte do público parecia mais um valentão de briga de bar do que um Rei dos
mares.
Quando o “Worlds of DC”, nome do atual universo
cinematográfico da parceria DC/Warner, teve suas estruturas abaladas após o
fracasso milionário de Liga da Justiça no ano passado, Aquaman era considerado como o
filme que sepultaria de vez os planos da Warner, em concorrer com a gigante
Marvel no cinema.
Aquaman é um herói diferente, e que desde as suas primeiras
histórias em quadrinhos gera dúvidas, e até zoações de vários de seus leitores.
Ele nunca havia sido visto como um dos grandes super-heróis da Liga da Justiça,
nunca era escolhido para ser interpretado nas brincadeiras de infância, pelo
contrário, apenas era lembrado como herói que nadava com golfinhos e falava com
os peixes.
Em 2011, o gênio dos quadrinhos Geoff Johns com a ajuda do
brasileiro Ivan Reis entregou ao mundo uma releitura de Aquaman para a saga dos
Novos 52, projeto da DC que revitalizou os seus principais heróis nos
quadrinhos. E foi esse projeto que fez Aquaman ganhar um fôlego a mais em sua
história.
As HQ’s do Aquaman, produzidas por Johns/Reis alcançaram o
topo da lista das mais vendidas, porém ainda faltava um alcance maior do herói,
faltava o grande público perceber o quão importante e grandioso é o Aquaman.
Foi no ano de 2015 que o sonho começou a virar realidade.
James Wan foi escolhido para ser o diretor do vindouro filme do Aquaman.
Sim, ele mesmo, criador da franquia “Jogos Mortais”, diretor
de “Invocação do Mal”, e comandante de todo o universo Ed/Lorraine Warren, além
do enorme blockbuster Velozes & Furiosos 7.
O malaio assumiu a cadeira após recusar dirigir o filme solo
do Flash (que até hoje nem roteiro possui) e preferiu ousar ainda mais em sua
carreira, ele queria dar vida ao Rei dos Mares, queria tornar live-action a
obra popularizado por Johns e Reis, ele decidiu que iria dirigir o “Aquaman”.
Jason Momoa seria o personagem principal do longa. Patrick
Wilson, companheiro de longa data do diretor James Wan, se juntou ao elenco;
assim como Amber Heard, Nicole Kidman, Dolph Lundgren e Willem Dafoe. Grande
elenco (o melhor, até o momento em todo o “Worlds of DC”) , que parecia saber o
que viria pela frente, um verdadeiro furacão, ou melhor, um tsunami.
Um tsunami, que quebrou o recorde da DC e seu universo em
sua estreia na China. Um tsunami que com apenas poucos dias nos cinemas já
pagou todo o seu próprio orçamento. Um tsunami que é considerado o melhor filme
de super-heróis do ano e que está consagrando de vez a carreira de seu
intérprete e diretor. O Aquaman saiu das páginas da zoação e se tornou um herói
de respeito, e mais do que isso, uma bandeira que a partir de hoje, é erguida e
homenageada por todos os fãs da arte.
James Wan mostrou ao mundo como que se produz um filme de
super-heróis. Cenas épicas, personagens marcantes, efeitos visuais maravilhosos
e momentos de pura emoção. Todos os ingredientes adicionados na medida certa
para formarem a receita do sucesso.
Momoa é O AQUAMAN, Amber é A MERA, Nicole Kidman é A
ATLANNA, e por aí vai...
Mas isso só é possível
pois Wan É O CARA!
O Cara que tirou Aquaman dos papéis de suporte e coadjuvante
e o lançou um grande tubarão neste saturado mercado de filme live-action de
super-heróis. Wan mostrou originalidade e ao mesmo tempo respeito pela
mitologia de Arthur, basta olhar os uniformes do herói e de seus companheiros
de batalha, que parecem ter sido removidos de uma página de quadrinhos, ou
melhor, de um rascunho dos sonhos.
Aquaman é o suprassumo do que mais queremos ver quando
entramos numa sala de cinema, o único, a arte, aquela sensação que temos poucas
vezes ao ver um filme. É a emoção e ação em perfeita harmonia; e o ápice de um
universo que necessitava de uma sobrevida, e muito por causa das mãos de James
Wan, hoje podemos dizer, Aquaman nunca mais será o mesmo após esse filme.
Batman e Superman sempre serão os maiores astros da DC, isso
nunca irá mudar, porém hoje, por erros e más escolhas de profissionais
incoerentes, como Zack Snyder e o círculo de executivos Warner que o cercavam,
quase não vemos mais os nossos principais heróis brilhando em produções de
grande qualidade. Fizeram quase o impossível, jogaram a popularidade de
personagens grandiosos lá embaixo por conta de seu próprio ego e a vontade de
lucrar a qualquer custo.
É preciso valorizar quem merece, e não quem prejudica nossos
ídolos as nossas custas. É preciso valorizar Patty Jenkins e sua perfeita
sincronia com Gal Gadot em Mulher Maravilha, assim como a de Wan e Momoa em
Aquaman. Diretores e atores que fizeram de tudo por seu posto, e mergulharam de
cabeça nos seus postos e acima de tudo, com muito respeito aos milhões de fãs
que o assistem e se espelham em seus atos.
Wan está sendo para Aquaman tão importante como Geoff Johns
e Ivan Reis foram, e Momoa está sendo o que outros grandes já foram para seus
personagens. A própria imagem do super-herói.
Sua empolgação ao interpretar Arthur é contagiante e nos
divertimos ao ver sua diversão em cena. Soa leve e autêntico. Como foi dito,
Jason Momoa é O Aquaman.
Muito já foi dito e ainda será dito sobre esse maravilhoso
filme, e isso é merecido. Wan, Momoa, Amber, e todos os outros que compõem essa
linda orquestra não são perfeitos, porém não podemos tirar deles esse momento
único e raro em que todos os astros se alinham e podemos ver uma raridade no
mundo cinematográfico: A PERFEIÇÃO.
“Aquaman não foi feito para fãs ou críticos, foi feito para quem
ama cinema e sabe apreciar acima de tudo, uma boa e velha história.”



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