“A Família Abbott
precisa enfrentar os horrores do mundo exterior enquanto lutam pela
sobrevivência em silêncio. Forçados a se aventurar no desconhecido, eles
percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças no caminho
de areia”
O bom ator, e melhor ainda como diretor, John Krasinski entrega
mais um ótimo entretenimento com a segunda parte de seu maior sucesso da
carreira(tanto atuando, como dirigindo).
Bom, como qualquer dia comum, eles estavam vendo o jogo de
baseball de Marcus, o filho mais velho do casal Abbott. O que antes era uma
tarde de verão, se transforma em um caos, ao serem vistos objetos
incandescentes adentrando em nossa atmosfera, e criaturas absurdamente ágeis e
fortes começando a atacar a tudo e a todos em seu caminho.
O estilo de filmagem de Krasinski é muito fluído, e
principalmente as cenas que se passam com os personagens dirigindo seus
automóveis são muito bem filmadas. Nossos olhos procuram pela tela mais e mais
detalhes a todo momento, sobre o que se passa ao redor de todo aquele tumulto,
e não é preciso jump scares(embora
tenhamos alguns) para nos imergir em todo esse verdadeiro pandemônio
apocalíptico.
Emily Blunt é mais uma vez a mãe dos sonhos para qualquer um
que esteja tentando sobreviver no Fim do Mundo. Ela é protetora quando tem que
ser, ágil quando lhe é preciso, e super bad
ass quando qualquer o mundo ameaça suas crias.
É mais um show de atuação de Emily, e lembrando das suas
últimas entrevistas, que a atriz diz que não sente vontade em atuar em filmes
de super-heróis, pois os mesmos costumam ficar em uma zona de conforto que a
incomoda; bom, só tenho algo a dizer: “Azar da Marvel e da DC!”. Pois uma atriz
desse calibre seria “A Patroa” de qualquer produção que
ela entrasse!
Não é todo dia que vemos uma sequência que iguale o título original,
e no gênero do terror é ainda mais difícil; mas o roteiro e direção de John
Krasinski consegue esse feito e entrega não só mais um caça-níquel como tantos
que vemos por aí, mas um material que verdadeiramente expande o conteúdo já
apresentado, e aprofunda os dramas vividos por aqueles poucos personagens,
centrando sua atenção, não ao mundo ao seu redor, mas em seus papéis naquele
mundo.
A mãe protetora, o menino que precisa virar um homem, a
menina que toma a atitude; todos essas características que não podem ficar de
lado quando falamos de uma obra que exige tanto de seus personagens.
O segundo ato da trama diminui a tensão do longa, de uma
forma a nos fazer respirar e passar por esse cotidiano monótono e ao mesmo
tempo intenso dos Abbott.
Por fim, fica em nossa memória os sacrifícios que vemos cada personagem fazer, para chegar ao ponto que chegaram; e lembramos do sacrifício máximo de Lee lá no fim do primeiro longa, e o quanto a luta de Emmett representa para o futuro do mundo caído, um mundo em que o coração de Lee ainda continua pulsando, e continuará por muito tempo, no que depender da perseverança de Regan e Marcus.
E após Krasinski nos presentear com mais um obra de primeira
prateleira, fica a pergunta: Ainda há espaço para Um Lugar Silencioso: Parte
III?
Bom, eu lhes respondo: É desnecessário, é até mesmo perigoso. Porém, eu pensei exatamente a mesma coisa quando anunciaram o segundo filme, e cá estou eu, mais uma vez fascinado com quanto o cinema pode nos encantar e surpreender. Portanto, Krasinski, me surpreenda!



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