Inaugurando nosso novo quadro NerdVersus, temos aqui duas séries queridinhas dos geeks de
plantão, e que enche de orgulho os adeptos da Marvel e da DC Comics; são os
shows WandaVision e Patrulha do Destino!
Ambas as séries(minissérie, no caso de WandaVision) se
tornaram fenômenos nos últimos anos, e ajudaram a diversificar o subgênero dos
super-heróis nas telonas. Se antes, o maior drama de um super-herói era um amor
não correspondido, hoje eles carregam fardos do tamanho de cidades inteiras,
além de entes queridos que já se foram, e mortes prematuras causadas, mesmo que
não propositalmente, por suas próprias mãos.
E nada melhor para iniciarmos essa disputa, com projetos que
além de bem sucedidos, são bem vistos até mesmo pelos “haters” de estúdios concorrentes. Com fandoms cada vez mais fervorosos, Marvel e DC criam um abismo entre
elas, e mesmo que ambas caminhem bem em seus projetos atuais, acirram a
rivalidade com obras incansavelmente amadas por seus fãs, e hostilizadas por Marvetes e DCnautas ferozes das redes sociais.
Sem mais delongas, vamos ao confronto!
WANDAVISION
A minissérie que estreou esse ano, já foi finalizada e
deixou um gosto agridoce no ar. Não correspondendo as expectativas de muitos
fãs que criavam teorias e mais teorias a cada segundo de cena, e que no final,
descobriram por conta própria, que a mais óbvia das hipóteses, geralmente é a
correta.
Elizabeth Olsen e Paul Bettany voltaram a dar show vivendo o
casal Wanda e Visão. Carisma é algo que a dupla tem de sobra, isso já sabíamos.
Mas em WandaVision finamente nos aprofundamos na mente e desejos de cada um, e
conseguimos compreender um pouco melhor, o que se passa dentro deste labirinto
infindável, que é a nossa mente.
Olsen foi amplamente elogiada pela crítica especializada,
com momentos dignos de Grammy, como o momento em que sente seu mundo desabar na
casa dos sonhos, que ela teria ao lado de Visão, transformando assim toda a
cidade de Westview em universo semelhante aos seriados das décadas de 50 e 60.
A série possui ótimos personagens coadjuvantes como a Agatha
Harkness de Kathryn Hahn e a Monica Rambeau de Teyonah Perris, e diferente de grande parte das produções do MCU, sabe dosar as pitadas
de humor muito bem, sem tornar a série “engraçadinha” demais. Ao contrário,
vários episódios carregam uma boa dose de tensão, e geram aquele incômodo de que
algo ruim pode acontecer muito em breve.
Os fãs mais ávidos dos quadrinhos receberam uma tonelada de
referências a cada episódio, e montaram suas linhas e quebra-cabeças da melhor
forma que seus sonhos imaginavam. Os gêmeos de Wanda e Vision; Célere e Wiccano também são valiosos acréscimos a trama, tanto em talento quanto em fofura.
O ponto negativo da trama fica mesmo para seu desfecho que
deixa um leve desapontamento, pois muito havia sido aguardado com as
possibilidades que a série poderia explorar, porém, com uma razoável
simplicidade, somos testemunhas de um grande defeito das produções sob a batuta
de Kevin Feige, a falta de ousadia.
Se por um lado temos um início que nos instiga e um clímax
tenso; o desfecho não está a altura do que foi entregue, deixando WandaVision
alguns degraus abaixo do que poderia, e iria alcançar, com um pouco mais de
ousadia de seus produtores.
NOTA: 8/10
PATRULHA DO DESTINO
Já se encaminhando para sua terceira temporada, Doom Patrol,
ou Patrulha do Destino, é fortemente inspirada na fase da equipe de mesmo nome,
escrita por Grant Morrison nos anos 80.
Morrison se especializou em carregar suas tramas com dramas
e personagens complexos, e Patrulha do Destino está cheia disso tudo!
Desde uma jovem que possui mais de sessenta personalidades
diferentes dentro dela, com cada “eu” tendo uma habilidade diferente, que vai
desde teletransporte até hipnose.
Temos também Rita Farr, a Mulher Elástica; e como senão
bastasse a excêntrica equipe conta com um robô com cérebro humano e um homem
com um espírito radioativo dentro de si. É loucura demais, e tudo é muito bem
adaptado na série, que conta com a produção de Greg Berlanti, comandante das
séries do Arrowverso.
Mas não se engane, Doom Patrol não tem nada do que Supergirl
ou séries do tipo trazem à rodo.
A série é muito bem produzida, com ótimas interpretações,
mesmo que o destaque máximo fique para a Crazy Jane, de Diane Guerrero. Duas
temporadas que não deixam o ritmo cair, e vilões que oferecem um real senso de
urgência. Tudo isso, com uma trilha sonora perfeita e uma fotografia escura que
casa perfeitamente com os dramas internos de cada personagem. Dramas esses, que
não se resolvem com um simples choque de realidade; pois na vida nada é tão
simples; e a Patrulha do Destino é carregada de vida.
O grupo liderado pelo “Chefe”
Niles começa com grandes diferenças entre si, e não as elimina com o tempo, mas
faz isso ser parte do que eles são; mostrando que assim é que se forma uma
família.
Patrulha do Destino ainda não possui um desfecho, e mesmo que
um episódio ou outro se arraste um pouco para chegar ao seu ponto final,
entrega até o momento no HBO Max, uma produção de Super-heróis diferenciada em
todos os sentidos, do que encontramos no atual mercado.
NOTA: 9/10
VEREDITO
Por detalhes, Patrulha do Destino leva a melhor em nosso primeiro NerdVersus, mas lembrando que o show ainda está em andamento, com a terceira temporada prevista para estrear no próximo mês, e nada impede que o show possa ter um desfecho abaixo do que foi o de WandaVision.
E você, qual show mais cativou seu lado geek?
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