A trama se inicia de forma idêntica ao material que já estamos cansados de ler e jogar, e com aquele requinte gore que somente uma produção Rated-R(proibida para menores de idade) permite entregar. O Coringa desta trama não é o mais belo já feito digitalmente, mas tem os trejeitos que tanto gostamos, e solta até uma risadinha que lembra aquela risada seca e vazia, do famigerado Coringa de Jared Leto, do Snyderverse. Apesar disso, esse Palhaço do Crime inspira muito mais temor por parte de suas ações, e conta com a ajuda da sempre carismática Arlequina; que aqui, rouba a cena sempre que aparece, e possui uma ótima química com ninguém menos, que o Arqueiro Verde. Parece que nosso Oliver tem mesmo uma queda por loiras!
Algo que se deve destacar é o quanto as atitudes de Superman, concorde você ou não, são extremamente compreensíveis na trama; algo que não podemos dizer de Diana Prince, a Mulher Maravilha; que nesta versão do universo de Injustice, é tão vilã quanto o próprio Clark, sendo uma verdadeira erva-daninha no ouvido do Azulão. Ninguém é tão influente nas ações de Clark, do que a Princesa Amazona; e olha que de más influências, a vida do Homem de Aço está cheia; com direito até a uma pontinha de Ra’s Al Ghul. Sim, ele mesmo. O ex-sogrão do Batman consegue até mesmo fazer esse Superman confiar mais em suas palavras, do que na do próprio pai, Jonathan Kent. Realmente com essas amizades, quem precisa de Coringa, não é mesmo Clark?
Claro que o próprio Batman não deve se safar dessa, visto que uma simples conversa entre ele e o Superman, já colocaria panos quentes em toda a situação. Infelizmente por ter uma personalidade muito forte, e uma certa frieza, Bruce não é a melhor pessoa para você buscar respostas durante seu luto. E Clark sofre muito com isso; e mesmo que dizimar dúzias de adolescentes em uma simples festa passe longe de ser o ato mais misericordioso do mundo, é fato que muito do que o Superman faz nos 88 minutos de trama em prol de seu mais novo senso de justiça, poderia ser remediado com um confortante diálogo com seu melhor amigo. Afinal, se ele é tão facilmente influenciável para corromper seu senso de humanidade, seria ainda mais fácil, reforçar toda a benevolência que ele inspira na humanidade.
As cenas de luta estão impecáveis, e a trama entrega momentos de arrepiar, com destaque para toda a sequência da explosão de Metrópolis, além dos grandes embates que ocorrem na Fortaleza da Solidão, e nos céus de Smallville. E que final foi aquele? Extremamente emocionante e significativo perante toda a história do Super nos quadrinhos.
O que também me agradou muito no desfecho da trama, foi o fechamento de ciclo que o roteiro de Ernie Altbacker entregou, diferente do Injustice vimos nos quadrinhos, que parece não ter fim, com voltas e mais voltas, e com personagens que nem sabemos de onde vieram; aqui na animação, a coerência vem na frente do lucro, e permite com que a direção de Matt Peters flua, e nos conquiste com um projeto, que a cada fotografia nos surpreende, mesmo que nós já saibamos boa parte do enredo.
Injustice já estreou nos Estados Unidos e deve chegar em breve no HBO Max daqui. O elenco de dubladores originais conta com as estrelas Ansou Mount(Batman), Justin Hartley(Superman) e Laura Bailey(Lois Lane). E a direção do projeto fica com Matt Peters, diretor de Liga da Justiça: Guerra de Apokolips.
Nenhum comentário:
Postar um comentário